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Entrevista a David Martins-Digital Marketing Manager @ AKI
David Martins, Digital Marketing Manager na AKI, revela-nos o seu percurso profissional e como é que este culminou com o E-Commerce.
No decorrer do mês de julho irá dinamizar duas Growth Sessions dedicadas ao tema E-Commerce. A primeira denominada Traffic Acquisition for E-Commerce realizar-se-á no dia 14 de julho seguida a 21 de julho pela segunda sessão Conversion Tactics for E-Commerce.

O teu percurso académico teve como base a Gestão. Fala-nos um pouco sobre a mudança para o campo do Marketing Digital, e também sobre o teu percurso profissional.
Tinha acabado de lançar uma empresa na área do E-Commerce e dado que tinha apostado bastante no Marketing durante os estudos, já tinha uma grande paixão pelo Marketing Digital e por tecnologia. Éramos três sócios e acabei por ser eu a agarrar essa área. Percebi rapidamente que era uma área muito mais técnica do que às vezes se pensa e investi muito na minha formação. O bichinho do E-Commerce ficou e mais tarde integro um novo projeto, o lançamento de um novo site com venda online em Portugal para um dos maiores retalhistas mundiais na área do desporto. Este projeto, com uma escala muito superior a uma start-up, permitiu-me ganhar muita experiência e consolidar os meus conhecimentos. Desde aí tenho trabalhado sempre em grandes projetos de E-Commerce, principalmente no setor do retalho, em Portugal e no estrangeiro.
O que é que mais te cativa na área do E-Commerce? Na tua opinião, quais serão as tendências no futuro?
O que mais me cativa é a possibilidade de oferecer ao cliente um nível de serviço muito superior ao comércio tradicional, mais cómodo, mais personalizado, a qualquer hora e em qualquer lugar. Pensar que, por ano, passamos mais de 120 horas a fazer compras, a perder tempo em filas, no trânsito, etc. São 5 dias da nossa vida gastos desta forma e isto para mim não faz sentido. Para além disso, falamos de uma área que vai de braço dado com a inovação tecnológica, pelo que nunca há tédio nem aquela história da rotina. A única tendência que temos de nos preocupar é com o nosso cliente, que cada vez será mais exigente, mais informado e mais conectado. Para além disso a concorrência não terá fronteiras e a vantagem competitiva da localização vai reduzir-se. Independentemente do que vier teremos de nos adaptar e estar sempre na linha da frente daquilo que o cliente procura. É este o mindset.
E porque devem as empresas apostar neste campo, e em profissionais dedicados ao mesmo?
Porque se não o fizerem correm risco de desaparecer. Estamos numa Era digital em que passamos muitas horas da nossa vida conectados, se as empresas querem chegar até nós têm de estar nesses meios. O comércio tradicional tem pouco por onde evoluir no campo offline, a maioria dos desenvolvimentos são no campo digital e as empresas precisam destes profissionais, são eles que as vão fazer crescer.
Utilizas algum tipo de recursos para te manteres atualizado na área do digital, e do E-Commerce em particular?
Sim, é essencial porque há novidades quase diariamente e nesta área temos de estar sempre atualizados. O Google dá-nos uma ajuda tremenda. Também convém sempre estar de olho naquilo que fazem os melhores players mundias como o Alibaba ou o Amazon e não perder de vista as novas empresas que aparecem com mais irreverência e querem quebrar regras. Depois, naturalmente, convém procurar formação especializada em novas ferramentas que nos possam ajudar. Não podemos parar.
Que expectativas tens para o curso intensivo E-Commerce Marketing Strategy & Growth? Como será a dinâmica das tuas aulas?
Espero muita motivação, curiosidade e otimismo para uma área que tem um futuro bastante promissor. Nas minhas aulas tentarei ser o mais prático e concreto possível, sempre com exemplos de casos reais. Mas, por outro lado, quero plantar o “bichinho do E-Commerce” em alguns para que com o mindset certo, poderem crescer como pessoas e profissionais.
Que características devem ter, na tua perspetiva, os profissionais de Marketing Digital e E-Commerce, e como podem vingar neste campo em constante evolução?
Devem ter entusiasmo por tecnologia, pensamento disruptivo, curiosidade e orientação para trabalhar sob factos e dados concretos. Para vingar é necessário ser alguém, de alguma forma, insaciável por por conhecimento e que perceba que esta área está sempre em mutação e a mudança será uma constante.
Linkedin: https://www.linkedin.com/in/martinsdavid/
The best way to beat the competition is to stop trying to beat the competition
ESCRITO POR TÂNIA VIEIRA
The red oceans illustrates the known market space where all the industries currently exist. In this space all the boundaries are defined and accepted, with companies trying to outperform each other for a bloodied piece in a very saturated market share. However, as the market space becomes congested, the potential for profits and growth decrease.In contrast, the blue oceans represent the uncontested market space characterized by demand creation and space for highly profitable growth where opportunity is abundant and competition is non-existent or irrelevant. Just picture the clear blue ocean water.

One of my favorite examples of this blue ocean strategy is Cirque du Soleil. Cirque took the world by storm by blurring the line between a circus and a theatre and creating a blue ocean of new market space by challenging the conventions of the circus industry.
Cirque also eliminated several elements of the traditional circus like animal acts and big star performers. Instead it created uncontested market space that made the competition irrelevant. It appealed to a whole new group of customers: adults and corporate clients prepared to pay premium ticket prices that they would for the theatre or the opera for an unprecedented entertainment experience. No wonder, one of the first Cirque du Soleil productions was titled “We Reinvent the Circus.”

Cirque invented a new and profitable market space without making the typical trade-off between value and cost. Instead, it pursued both differentiation and low cost – the so called value innovation. The core of blue ocean strategy is exactly that, the simultaneous pursue of value and cost.
In the digital world, another great example that challenged its industry’s conventional wisdom was the launch of iTunes by Apple which unlocked a blue ocean of new market space in digital music. While the recording industry fought to stop the continuous growth of illegal digital music downloads, Apple concluded that the trend toward digital music was clear and was highlighted by the fast-growing demand for MP3 players, such as Apple’s iPod.
Apple capitalized on this trend with the creation of iTunes in 2003, offering legal, easy-to-use, and flexible à la carte song downloads. iTunes also broke a key customer annoyance factor: the need to purchase an entire CD when you only wanted one or two songs on it. iTunes allowed people to buy individual songs and strategically and reasonably pricing them and making sure recording companies and artists also win with digitally downloaded songs.

Today iTunes offers more than 37 million songs as well as movies, TV shows, books and podcasts. It has now sold more than 25 billion songs, with users downloading on average fifteen thousand songs per minute.
Cirque du Soleil and iTunes from Apple succeeded because they realized that to win in the future, companies must stop competing in red oceans. Instead companies should create blue oceans of uncontested market space and make the competition irrelevant.
It is more than proven that companies that can create blue oceans, usually achieve the natural monopoly some good years because they are hard for rivals to copy.
To realize blue ocean potential, companies should adopt a strategic course past traditional industry boundaries to create new market space.
EDIT. INTERNATIONAL WORKSHOP SERIES
A EDIT. – Disruptive Digital Education atribui extrema importância, tanto à procura como à definição, da melhor formação para os seus alunos e para a sua comunidade. Esta busca é caracterizada pela disrupção e pela oferta de modelos de ensino que permitam uma experiência única e enriquecedora.
É neste contexto de inovação e melhoria que surgem os International Workshop Series. Este novo modelo de workshops, que se irá realizar em Lisboa, Porto e Madrid, traz até à EDIT. oradores internacionais com experiência relevante nos diversos temas a abordar, para um workshop de 16 horas, lecionado em Inglês e que contará assim com o contributo do know-how e experiência profissional internacional dos tutores.
Neste sentido e com este objetivo, estamos a trabalhar com agências digitais líderes no mercado em Itália, Reino Unido, Espanha e Suécia, entre outros.

Os International Workshop Series permitirão, desta forma, conhecer novos mercados, novas realidades e workflows, com a mais valia de nos trazerem uma perspetiva internacional sobre diferentes temas, num ambiente de ensino extremamente prático e interativo, como já é hábito na formação da EDIT..
O primeiro International Workshop Series acontecerá já no dia 26 de maio de 2018, em Lisboa, com o tema UX Crash Lab. A tutora será Valentina Badini, Head of UX na AKQA Milan, que irá transmitir os principais processos, técnicas e dicas no âmbito da criação de experiências digitais. As inscrições estão abertas e podem ser feitas aqui.
A segunda edição dos International Workshop Series , a decorrer nos dias 16 e 17 de junho de 2018, com o tema SEO Strategy Development, será dinamizado por Esther Azcano, Head of SEO na Tribal Worldwide Spain. Pensado para profissionais de marketing que pretendem consolidar os seus conhecimentos estratégicos em SEO. Fica a saber mais aqui.
REPORT ISL-DESIGNING DIGITAL PRODUCTS FOR THE FUTURE
No passado dia 3 de maio regressaram à EDIT. e ao auditório do EDIT.WORK as Industry Sessions Live. Em torno da temática de Digital Product Design, novas tendências e partilha de experiências de quem trabalha nesta área foram-nos apresentadas num debate mediado por João Oliveira Simões, Founder/Design Lead na 44Studio que contou com a participação dos convidados Tânia Vieira, UX Lead na Hi INTERACTIVE e Hugo França, UI/UX Designer na Mokriya.
Tânia Vieira introduziu a conversa dando a conhecer um pouco o seu percurso profissional e a necessidade constante de adaptação às alterações do mercado. Foi inclusive para colmatar essa necessidade que procurou a EDIT. onde frequentou o programa de Frontend & Responsive Web Development. Mais tarde especializou-se em UX, sendo o seu percurso o reflexo dessa mesma especialização. Ainda no decorrer deste mês irá assumir um novo desafio, tendo sido convidada pela EDIT. para lecionar no Curso Intensivo Digital Product Design & Management.
Hugo França iniciou a sua carreira enquanto Developer tendo-se focado posteriormente em UX/UI Design. A trabalhar atualmente na Mokriya – uma software house que funciona em regime de trabalho remoto- considera essencial uma comunicação fluida entre as diversas equipas, sendo esta uma metodologia de trabalho imprescindível.
João Oliveira Simões aprofundou a temática das metodologias de trabalho, tentando refletir sobre que ferramentas e processos são utilizados e o que consideram essencial melhorar.
Tânia Vieira salientou a importância do envolvimento e comunicação contínua de elementos de todas as equipas ao longo do projeto, tendo como premissa que a partilha de conhecimentos intergrupais é essencial para a execução de um melhor trabalho. Deu ainda como exemplo a sua experiência enquanto profissional da Hi, local onde utilizam ferramentas como o Slack, Invision, Zeplin, Axure e Balsamiq. Hugo França reforça que é imprescindível, em particular para quem como ele trabalha remotamente, a comunicação diária entre equipas e o cliente, bem como o reforço semanal por intermédio de uma reunião onde se discute o trabalho executado e por executar. Esclarece-nos ainda que na sua empresa existe a preocupação de adaptação do canal de comunicação a cada um dos seus clientes, por forma a que cada um utilize aquele com que se sente mais confortável. Isto acaba não só por facilitar a comunicação com o cliente , como também nutrir a equipa de uma maior compreensão das diversas ferramentas disponíveis.

Do conhecimento destas ferramentas, João Oliveira Simões passou para a abordagem das soft skills, tendo enfatizado a importância do investimento nestas competências comportamentais. A capacidade de comunicação, a forma como reagimos em situações adversas e como trabalhamos em equipa, são características valorizadas e determinantes na escolha de um profissional.
A Inteligência Artificial e Machine Learning, tendências cada vez mais presentes no dia-a-dia dos designers, foram também discutidas. Não sendo um tema consensual, como qualquer outro assunto que impulsione a “substituição” do Homem pelas máquinas, também este gera controvérsia. Para os presentes, o automatismo viabiliza novas interações para o utilizador e esta metamorfose impulsiona novas oportunidades de criação, não devendo o avanço tecnológico ser encarado com receio, compete-nos a nós adaptarmo-nos. Nenhuma máquina tem a capacidade de criar por si só, tendo o ser humano o papel dominante neste processo criativo.
No final, foi dada a oportunidade ao público presente de interagir com questões e opiniões, tendo existido um momento de networking e partilha entre todos.
Report RGPD, after quake
No dia 20 de abril, numa parceria da Pointfull e EDIT., recebemos no auditório do EDIT.WORK uma sessão de esclarecimento em torno do Regulamento Geral de Proteção de Dados, com aplicação obrigatória a 25 de maio.
Esta iniciativa da Pointfull organizada por Luís Soldado (CEO) e Sílvia Borralho (Marketing Manager), veio esclarecer as muitas dúvidas e questões em torno deste tema.
Luís Soldado foi o speaker desta talk e explicou o que é o RGPD, a quem se aplica, o que muda e o que fazer após o 25 de maio, data em que entrará em vigor esta legislação.

Este regulamento que abrange todos os países da União Europeia vem revogar a atual Diretiva Comunitária 95/46/CE aprovada antes dos avanços tecnológicos, que a tornaram desajustada face ao que é a Internet nos dias de hoje.
Ao longo da talk foram enumeradas as medidas a implementar antes do dia 25 de maio e apresentada esta nova era do Marketing que tem em consideração as regras relativas à proteção das pessoas singulares no que diz respeito ao tratamento de dados pessoais e à livre circulação dos mesmos.
Aos presentes foi dada ainda a possibilidade de intervenção e de esclarecimento de dúvidas. “E não, o mundo não acaba após 25 de maio”.

11 dados estatísticos que vão levar-te a querer trabalhar fora de casa!
Os espaços de cowork são uma ótima ferramenta de produtividade e de equilíbrio no quotidiano de trabalho de qualquer entrepreneur ou freelancer. Trabalhar com pessoas que partilham a mesma mentalidade é uma fonte de inovação que resulta de uma dinâmica de interação.
Num estudo realizado pela Officevibe e pela Wix no âmbito de um seminário online, e partilhado pelo The Huffington Post, discutiu-se o estado atual do coworking, assim como tendências que irão ditar o seu futuro. Abaixo listamos os 11 dados mais relevantes retirados deste inquérito:
1- Crescimento do número de freelancers.
Estima-se que até 2020 cerca de 40% da população ativa trabalhe de forma independente.
Cada vez mais pessoas escolhem um estilo de vida flexível e essa tendência deve ser tida em consideração pelas empresas com funcionários a trabalhar remotamente. Proporcionar-lhes um espaço de cowork poderá ser um investimento na sua produtividade.
2- Trabalhar num espaço de cowork faz-nos sentir mais saudáveis.
70% dos inquiridos afirmam sentir-se mais saudáveis num espaço de cowork do que num escritório tradicional.
O stress associado aos escritórios assim como a promoção do bem estar levada a cabo pelos espaços de cowork são apontados como principal fundamento.
Quando estamos saudáveis somos naturalmente mais produtivos, é um duplo ganho.
3- Coworkers completam tarefas de forma mais eficiente.
Segundo este estudo 64% dos coworkers completam as tarefas a tempo.
Este dado estatístico é surpreendente e revela muito acerca dos espaços de cowork: as empresas devem retirar proveito desta realidade proporcionado estes espaços de trabalho aos seus funcionários independentes, evitando que os mesmos o façam a partir de cafés ou de casa.
4- Coworkers têm maior concentração.
68% das pessoas afirmam concentrar-se melhor neste ambiente.
A energia destes espaços é alimentada por um propósito comum e sério: trabalhar. Na realidade funciona um pouco como fazer desporto. Esforçamo-nos sempre mais quando estamos rodeados de pessoas que nos incentivam.
5- As pessoas estão satisfeitas com o seu espaço de cowork.
92% dos inquiridos estão satisfeitos com o seu local de trabalho. Esta estatística é um motivo de orgulho para quem gere um espaço de cowork e tenta criar um senso de comunidade e networking.

6- Coworking gera melhores interações.
O estudo revela que 91% mantém melhores interações fora do trabalho.
A dinâmica encontrada num ambiente de cowork em que as pessoas são incentivadas a comunicar e interagir facilita a conexão e o início de uma conversa também em ambientes exteriores.
7- Coworking deixa as pessoas mais tranquilas.
Esta é possivelmente uma das mais importantes estatísticas retiradas deste estudo. O equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho é essencial e responsável pela satisfação e bem estar fundamentais à produtividade em todos os campos da nossa vida.
8- A maioria da comunidade de cowork é composta por jovens.
Apesar de este dado não significar que não existam pessoas acima dos 40 a trabalhar nesta dinâmica, a realidade é que 78% têm idade inferior a 40 anos.
Independentemente da idade, os fatores produtividade, saúde e equilíbrio são uma ambição comum a qualquer geração e nenhuma tem que ficar de fora.
9- Coworking faz de nós pessoas mais confiantes.
Este é possivelmente um efeito placebo resultante da atmosfera destes espaços. Ao estarmos rodeados por pessoas que estão ali para trabalhar, somos automaticamente motivados.
O acesso a eventos dá-nos a conhecer a realidade de uma rede de suporte que nos traz confiança.
10- Trabalhar neste ambiente traz benefícios financeiros.
50% das pessoas entrevistadas revela retirar maior lucro trabalhando em cowork.
Esta é uma questão interessante que vem corroborar outros pontos referidos acima e que deverá ser levada em consideração por todos os freelancers.
11- Freelancers gostam de trabalhar em horários livres.
Apenas 30% dos inquiridos preferem trabalhar num horário dito normal.
As pessoas necessitam de autonomia e flexibilidade por forma a retirarem partido dos momentos em que se sentem mais produtivas.
Devem assim os espaços de cowork atender a esta procura, oferecendo horários de trabalho alargados.
Estes são alguns dos principais motivos que levam cada vez mais entrepreneurs e freelancers a procurar espaços de cowork para trabalhar.
Do you trust this computer?
Afinal, como recolhem e o que fazem com os nossos dados?
A tecnologia evolui a cada dia que passa, e os avanços são avassaladores, alguns deles seriam impensáveis, há algum tempo atrás. É neste contexto de atualização que surge o documentário Do You Trust This Computer? Recomendado por Elon Musk, o famoso CEO de empresas como a SpaceX e a Tesla Motors, que também dá o seu contributo enquanto empreendedor e conhecedor da área. Deixamos aqui alguns dos principais insights deste documentário, que nos deixa efetivamente na dúvida se estaremos ou não a ir longe demais na partilha de dados e informação.
O documentário começa por nos transmitir a questão da sociedade não estar a evoluir à mesma velocidade da tecnologia e, consequentemente deixar desprotegidos os cidadãos. Neste seguimento, afirmam existir uma “networked intelligence” que nos observa e sabe tudo sobre cada um de nós, e como tenta mudar-nos e moldar a nossa perceção e experiência.
Neste documentário são abordados tópicos como a questão da recolha de dados, de uma imensidão de dados, com base nos perfis de cada um de nós nas redes sociais, nas pesquisas efetuadas no Google, ou seja, com base na pegada digital de cada um. Com esta imensidão de dados e na sua modelação chegamos à Inteligência Artificial, através do treino de redes neuronais que dão repostas a questões e problemas concretos.
Com a imensidão de dados disponíveis atualmente, entramos assim na dimensão de Deep Learning, uma das mais recentes áreas de investigação de Machine Learning, onde o objetivo é tornar as máquinas efetivamente inteligentes, ou seja, que além de darem resposta a determinadas situações já tipificadas, consigam aprender a pensar e resolver problemas, capazes de compreender.
Durante o documentário, são levantadas e abordadas as questões éticas que estão diretamente ligadas à utilização da AI e até que ponto poderemos incorrer em riscos demasiado elevados.
https://www.youtube.com/watch?v=_McBS1NlHJM
Neste documentário é abordada a questão da utilização de AI, por exemplo, pelo Facebook e como a utilização dos dados dos seus utilizadores pode ser utilizada para moldar a nossa opinião e a forma como vemos o mundo e tomamos decisões sobre ele.
Apesar disto, é muitas vezes reforçado no documentário que a tecnologia não é “nem boa nem má” a utilização que fazemos dela é que determina esta caraterização. Ideias como a de que a tecnologia poderá substituir o trabalho humano gerando desemprego, ou a criação de armas de destruição maciça autónomas ao mesmo tempo que drones podem entregar medicamentos e suprimentos em estados de guerra, faz parte da análise feita à evolução da mesma, e aos caminhos/consequências a que nos poderá levar.

O futurista Ray Kurzweil declara que, na sua perspetiva, a aplicação “primária de todas estas máquinas será estender a nossa própria inteligência”, o que permitirá a melhor resolução de vários problemas.
“Não existe limite daquilo que as máquinas inteligentes podem fazer pela raça humana”
Em jeito de conclusão, a IA é uma realidade com a qual já vivemos, aquilo que fazemos dela e a utilização que lhe damos, será determinante para o nosso futuro.
“Nós somos escravos da tecnologia, e já não podemos voltar atrás”
EDIT.WORK – Entrevista a ELGIN
A ELGIN é uma empresa inglesa que desenvolve software e fornece dados relevantes para a TomTom, Google, entre outras, e a sua equipa de engenharia está localizada no EDIT.WORK.
Para descobrirmos um pouco mais sobre o que fazem, e porque escolheram o EDIT.WORK para trabalhar , falámos com Rui Silva, CTO @ ELGIN, a primeira empresa a usufruir das nossas instalações e ofertas inerentes. Fiquem a saber quem são, o que fazem, e porque escolheram um espaço como o EDIT.WORK, aqui.
Fala-nos um pouco sobre a ELGIN.
A ELGIN é uma empresa inglesa, que não tem negócio em Portugal. Temos apenas a equipa de Engenharia em Lisboa e tem sido um sucesso este regime de “near shore”. A ELGIN desenvolve soluções de software que permitem gerir eventos nas estradas, sejam eles incidentes (acidentes, congestionamento), intervenções de manutenção (obras, fecho de estradas, etc.) ou eventos públicos (concertos, mercados, eventos desportivos).
Para além do software que permite toda a gestão de tais eventos, também expomos uma API onde disseminamos os nossos dados para clientes que tenham interesse em consumir dados dessa natureza, como é o caso da TomTom, Google, Waze, Here.com. Estas empresas usam os nossos dados nas suas soluções de navegação por satélite para poderem dar melhores rotas aos condutores, visto que podem cruzar os seus dados com os nossos e aferir que estradas estão fechadas ou condicionadas devido a eventos reportados pela nossa API. O nosso software é vendido num modelo de Software as a Service.

– Como surgiu a ideia de procurarem um espaço como o EDIT.WORK.?
Estávamos à procura de um espaço maior e foi através da Managing Director da EDIT., Joana Tomás, que ficámos a conhecer a oferta do EDIT.WORK.
REPORT SKETCH & DESIGN LISBON
O EDIT.WORK recebeu nos dias 2 e 3 de março o evento oficial Sketch and Design Lisbon, destinado à comunidade de design digital.
O primeiro dia do evento foi mais prático, e inteiramente dedicado à realização de 5 workshops, relacionados com as temáticas de Sketch, Design Digital e User Experience. Contando com total de 116 inscrições, estas formações foram lecionadas por profissionais de empresas como a HI Interactive, TAP e MOKRIYA.
O segundo dia do evento foi constituído pelas Conference talks, conduzidas por Pedro Moreira da Silva, Senior UX Designer @ Gitlab. Nestas foram abordadas desde as tendências de design digital à partilha de técnicas, métodos e fluxos de trabalho com a Sketch App e até à discussão das previsões de como será, afinal, o design digital no futuro.
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Do conjunto de oradores convidados constaram profissionais de empresas como a Uniplaces, 44Studio, ComOn, Bliss Aplications, HI Interactive, Gitlab e ainda AKQA Milan, cujas intervenções resumimos aqui:
Design and education: What tools and processes are new designers adopting? – Mafalda Sequeira, Product designer @ Uniplaces
Numa talk centrada em identificar ferramentas e processos utilizados pelos designers atuais, falou-nos também do crescente interesse na profissão e consequente procura de formação nesta área.
Segundo Mafalda, tão importante como a nossa formação é a forma como nos vendemos e posicionamos no mercado. Devemos por isso ter consciência das nossas competências e saber retirar proveito delas, para encontrarmos o nosso lugar. Criar uma rede de contactos e investir no networking foram algumas das dicas que também deixou.

Digital Design no Quotidiano – Rúben Mangorrinha, Digital Experience Designer @ ComOn
Rúben optou por uma abordagem motivacional, expondo um pouco do seu percurso profissional e de como passou de uma escola de artes, onde estudou cerâmica, para o mundo digital.
Com o tema Digital Design no Quotidiano alertou para o facto de estarmos rodeados de estruturas e peças de design que passam praticamente despercebidas aos nossos olhos. Falou-nos da importância do design digital ser executado a pensar na criação de uma experiência única, à medida de cada utilizador, exemplificando com casos reais de tecnologias de futuro que caminham para uma total interação dinâmica com os objetos do dia a dia.
Para terminar, colocou a questão acerca do que será o futuro nesta área, relembrando que em determinada altura teremos que corromper e destruir para voltar a criar novas tendências.

Project Brilliant (loT) – From Sketch to CES – João Oliveira Simões, Founder & Design Lead @ 44Studio
João falou sobre o seu projeto, Brilliant from Sketch to CES, uma App que permite controlar diferentes devices que compõem o nosso quotidiano.
Abordou também as funcionalidades da aplicação Sketch, que foram listadas assim como a sua articulação entre as diferentes ferramentas de design. A Sketch App é, assim, uma ferramenta completa e que permite criar trabalhos visuais e interativos, sendo eleita por designers e empresas de renome como o Facebook e a Google.

Designing for Small Screens – Sketch & Workflows – Nádia Carmo, Senior Digital Designer @ Bliss Applications
Tendo vindo a especializar-se, ao longo dos últimos anos, no design para dispositivos móveis, Nádia Carmo começou por afirmar que a maturidade nesta área de design mobile está muito relacionada com a facilidade no acesso aos dispositivos móveis, atualmente muito mais acessíveis do que os computadores.
Ainda sobre este tema, reforçou a exigência das pessoas quando acedem aos dispositivos móveis, que facilmente desistem caso os sites ou Apps não respondam de imediato ou demorem a carregar. Estas exigências tornam o desenvolvimento e design para mobile uma prioridade e reforçam a necessidade de colocar o utilizador no centro do processo.
Durante a sua talk falou ainda sobre os worksflows de trabalho que utiliza regularmente e abordou as diversas ferramentas impulsionadoras e facilitadoras do processo de design, exemplo do Craft, Sketch, InVision, e a potencialidade de cada uma delas.

Creating an experience from concept to Sketch. Project Uniplaces Ambassadors – Greg Palmieri, Interactive Art Director @ HI Interactive
Greg Palmieri falou sobre a forma como foi a colaboração e execução do projeto da Uniplaces Ambassadors, desde o seu conceito até à sua execução com o Sketch. Partindo daquilo que é o conceito e o posicionamento da Uniplaces, passando pelas especificações do projeto e desafio que lhes foi lançado, explicou todo o processo de implementação através da utilização da Sketch App.

Design Systems & Sprints with Sketch – Valentina Badini, Head of UX @ AKQA Milan
A Head of UX da AKQA Milan começou por lançar um grande desafio, introduzindo o tema de conseguir fazer um design que ninguém conseguisse rejeitar, inclusive os clientes. Acrescentou, que os 3 ingredientes para o produto final seriam os design sprints, o design system e o Sketch, que permite ao cliente ter uma ideia daquilo que será o produto final. Continuou a sua talk explicando que, para ela e na sua empresa, foi um grande passo a implementação de uma cultura de design partilhada por todos e ressalvou a importância da implementação de workflows e processos definidos e partilhados. Em suma, Valentina abordou a importância das metodologias e dos softwares existentes, sempre que geram e acrescentam valor.

Discussion Pannel
Pedro Moreira da Silva mediou o painel de discussão, com Valentina Badini e João Oliveira Simões. Levantou algumas questões sobre o percurso dos oradores e de como o Sketch melhorou as suas tarefas. Abordaram também, neste espaço para discussão, a evolução dos diferentes softwares e como o Sketch se demarca e destaca face aos outros programas.

Durante o evento Sketch and Design Lisbon, para além do networking entre o público presente, e momentos de coffee-break, foram ainda sorteadas 7 licenças Sketch e 16 workshops da EDIT. – Disruptive Digital Education. Este evento, contou com o patrocínio da EDIT., EDIT.WORK., i.o Foundation, Red Bull, Last 2Ticket, ui/ux.pt e Cabify.
Se não tiveste oportunidade de assistir presencialmente ao evento, podes ver o vídeo completo aqui:
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Growth Sessions Agile: “To be or not to be”
O EDIT.WORK vai receber, nos dias 7, 14, 21 e 28 de março, as Growth Sessions subordinadas ao tema Agile: “To be or not to be”. Estas sessões serão abertas ao público interessado em saber e aprender mais sobre as metodologias ágeis, e por onde começar.
David Silva Cordeiro e Nuno Silva Pereira, ambos Delivery Lead na Equal Experts e co-organizadores dos Agile Connect Lisbon Meetups, são os oradores responsáveis por dinamizar as diferentes sessões.
A primeira Sessão, marcada para o dia 7 de março às 16h30, será de introdução ao Agile e como se pode enveredar por esta área, com os primeiros passos a tomar. A segunda Sessão, no dia 14, irá abordar as principais frameworks, como por exemplo o Scrum e o Kanban. No dia 21 de março terá lugar a terceira Growth Session, que tem como guidelines o planeamento, os standups e as retrospetivas: na perspetiva de “Continuous improvement and team checkpoints”. A última Sessão será no dia 28 de março, com o mote “Learning from the past, looking at the future”, dedicada a fazer uma recapitulação da Sessão anterior, com a partilha de experiências e lições, e espaço a discussão.
Assim, no final destas Growth Sessions pretende-se que os formandos tenham uma compreensão geral sobre o mindset de Agile, as suas boas práticas, formas de pensar e de trabalhar.

Sobre os formadores
Daniel Silva Cordeiro é atualmente Delivery Lead na Equal Experts, tendo passado por cargos como Software Developer, Scrum Master e Agile Coach ao longo do seu percurso profissional. É Co-organizer & Facilitator na Agile Connect, sendo por isso responsável pelos meetups desta plataforma de aprendizagem, em Portugal.
Nuno Silva Pereira é também Delivery Lead na Equal Experts, e no seu background profissional inclui os cargos de Product Owner, Project Manager e Business Development, em entidades como a Portugal Telecom e a NOS SGPS. É Agile Organizer & Facilitator na Agile Connect, tal como Daniel Cordeiro.
As inscrições podem ser feitas na página das Growth Sessions, aqui.
