Como ser líder, ainda que não se seja um “chefe”?

Como ser líder, ainda que não se seja um “chefe”?

O que podemos fazer para aumentar a nossa influência? Debrucemo-nos, primeiro, acerca da definição de “liderança”. Associadas a este conceito, surgem várias definições, como resultado da evolução dos tempos.

Se procurarmos no dicionário, encontramos a seguinte definição: “função de líder; chefia; orientação”.

Por outro lado, se nos reportarmos ao contexto da gestão, são várias as definições que podemos encontrar na literatura, tais como a de Jacobs & Jacques, que definem “liderança” como “o processo que dá um propósito ao esforço coletivo”, e a de Rauch e Behling, que desenvolveram outra descrição para o conceito: “o processo de influenciar as atividades de um grupo organizado em direção à realização de um objetivo”.

O essencial não é a busca pela definição mais correta, mas sim compreender e evidenciar a forma como as diferentes perspetivas se complementam.

Ao longo deste artigo, propomos que penses em “liderança”, como sendo “a arte de mobilizar pessoas, atraindo seguidores e influenciando de forma positiva mentalidades e comportamentos com o objetivo de alcançar um propósito comum”, como sugere Maria João Figueiredo, Managing Partner na In2Action.

Colocamos-te as seguintes questões: o desafio de exercer a referida liderança, dentro das organizações, é exclusivo dos cargos de chefia/gestão? Ou poderá a liderança ser exercida no contexto da esfera de ação e influência de cada trabalhador?

De acordo com John C. Maxwell, autor do livro O Líder 360, qualquer trabalhador, no âmbito da sua esfera de atuação e influência, poderá, no seu dia a dia, exercer um papel de liderança, começando em si mesmo e pelos assuntos que dele dependem, diretamente, ou nos quais poderá ter influência.

Neste sentido, é possível concluir que, para o referido autor, a liderança significa influência – existe, portanto, uma relação direta entre a nossa capacidade de liderança e a nossa capacidade de influência.

Regressando à questão inicial: o que podemos fazer para aumentar a nossa influência? Partilhamos, contigo seis dicas que poderás colocar em prática, já a partir de hoje, para que consigas amplificar a tua influência.

1- Pergunta, ao invés de, simplesmente, assumir determinada ideia.

Coloca questões abertas que te permitam entender melhor a perspetiva do outro.

2- Escuta de forma interessada e atenta.

Enquanto ouves ou conversas com alguém, demonstra interesse, levando o outro a sentir-se ouvido e reconhecido.

3- Valoriza perspetivas distintas das tuas.

Aceita e valoriza outros pontos de vista e opiniões diferentes das tuas. Assume a diversidade de perspetivas e reconhece a mais-valia que poderão ser para a tua própria forma de pensar.

4- Procura as razões que estão na origem de certo pensamento ou atitude.

Que motivo levou aquela pessoa a pensar daquela forma? Ou a comportar-se daquela maneira? Fomenta o diálogo, questiona e procura perceber qual a motivação que levou o outro a ter determinada atitude ou perspetiva, bem como aquilo que tenciona alcançar com isso (os seus objetivos).

5- Esclarece e explicita os teus objetivos e intenções.

Os teus objetivos estão claros para ti? Se não, começa por clarificá-los para ti próprio, em primeiro lugar. Se sim, deverás, a partir de agora, partilhá-los com aqueles que te poderão ajudar no sentido da sua concretização.

6- Alimenta os relacionamentos.

Incentiva o networking, cria relações de confiança e cumpre a tua palavra, naquilo que diz respeito a compromissos assumidos, anteriormente.  Estimula “(…) relações honestas, transparentes e construtivas”, sugere Maria João Figueiredo.

 

Se pretendes atingir resultados diferentes, aumentar a tua influência e estabelecer alianças poderosas, arrisca e assume o desafio de despertar o líder que há em ti!

 

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